terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Um Natal diferente!


Boas malta!

Aqui, pertinho de mais um ano terminar, vos quero deixar algumas imagens de um Natal muito especial. Acabou por juntar situações inesperadas que sem dúvida lhe deram cor.
Entre uma formação com que não contava, que juntou um grupo peculiar de muito boa onda, com um convívio bastante salutar. Uma cidade - Braga - que transpira além de juventude, muita história e nos presenteou com inúmeras actividades e momentos inesquecíveis.
Depois a vivência do Natal como seria suposto, ou seja, com uma paz e harmonia que nem sempre se conseguem. Os sorrisos, o amor fraterno, nada a ver com consumismos e balelas despejadas por quem não sente nada do que diz.

Traduzindo, só me posso sentir feliz por estes momentos, por esta quadra, pelo que a vida, mesmo que imperfeita, me proporcionou e me proporciona.
E que o ano que acaba me deu muita dor, deu....mas não posso ser injusta e queixar-me como se não houvesse amanhã... :)

As seguintes imagens são muito especiais e com vocês as comparto.

Um excelente ano a todos vocês, que ele traga a luz e a paz que tanto necessitamos para dar sentido às nossas vidas.

Obrigada também por me acompanharem, fazem com que este cantinho valha ainda mais a pena ;)

(Como diria no facebook: a sentir-se agradecida) ;D

SEJAM FELIZES!!!


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Feliz Natal


E porque terei uns dias em que não poderei vir pelas "bandas virtuais", vos deixo, antecipadamente, o meu desejo de uma quadra plena de paz, harmonia e com aqueles mimos que nos deixam mais felizes.

A foto? Eu sei...devia ser da minha cidade (uma amiga minha já me disse isso)... Mas porque da última vez que estive no Porto tive dos melhores momentos dos últimos tempos, por variadíssimas razões, e porque a considero também "um pouco minha", vai uma foto do Porto mesmo :D

Sejam felizes!! E disfrutem tudo que esta quadra vos puder oferecer!!


:D



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Interior Norte


Há dias estava eu a tomar um café e a ler um dos jornais locais como faço muitas vezes, neste caso o jornal "Nordeste", onde existe uma crónica denominada "Corte e Costura" protagonizada pelos leais amigos Manuel Estorninho e Zé Alfaiate. Esta crónica retrata na maioria das vezes assuntos de ordem política, mas é sobretudo uma viva (e por vezes dura, digo eu, embora estando de acordo) crítica à sociedade em geral e deste "pedaço transmontano" em particular.

O que a seguir transcrevo mexeu com o meu orgulho de ser transmontana e que sinto muitas vezes ferido quando penso em determinadas injustiças, coisa que não tolero.

Passo a citar:

"Quer se queira quer não, a nossa região continua a ser periférica, mesmo que fique mais perto de Madrid do que qualquer outra (...) Só que os políticos medem as distâncias a partir de Lisboa e quando chegam a Santarém já pensam que estão no Norte, é o que é".

Meus caros, esta afirmação é tão real que até dói. E quem aqui vive, no Interior de Portugal ainda o sente com mais vigor.

Agora podia desenrolar uma quantidade de argumentos e dissertações sobre este assunto, mas como o meu desagrado quanto a este sentir já é bastante evidente, vou abster-me de mais comentários e deixar-vos apenas pensar talvez por breves momentos em determinadas tomadas de posição, que até se fazem por vezes sem conhecer certas realidades.


Uma boa semana para todos!! :)


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Se algum dia alguém...


Hoje deixo-vos um pequeno texto de um autor, que poderia muito bem ter mais visibilidade. Os seus textos tocam-me... E porque quando o li, me tocou de alguma forma, aqui o partilho com vocês.


"Se algum dia alguém souber da história que não contas, aquela que a heroína és tu, vai guardar num lugar sem poeira.
Certas histórias não se escrevem por serem de carne e osso feitas, de desgostos e alegrias partilhadas, segredos nunca segredados.
Embora nunca escritas, existem no olhar, no toque, no pensar, no sorrir que escapa da alma para fora, na gargalhada da menina resguardada pela mulher esperançada.
Um dia, sem data nem hora marcada, alguém vai compreender a história que nunca foi escrita, perceber a palavra nunca antes dita e assim achar a tua história a única que merece ser lida."

Texto: Tavares Monteiro (blogue no facebook)



Há coisas que não se explicam e acontecimentos que nos ultrapassam. Dizem que a realidade supera a ficção e para o bem, ou para o mal, é exactamente isso que acontece. :)


Um belo fim-de-semana prolongado para vocês!!!


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mosteiro de Castro de Avelãs

Hoje venho falar e mostrar algo bastante especial e que pode passar muito ao lado de quem visita as paragens transmontanas.
Mais adiante falo disso, mas como adiantamento, digo-vos apenas que é triste algo que no passado terá sido grandioso, estar votado ao esquecimento e que durante muitos anos esteve ao abandono.
Falo-vos do Mosteiro de Castro de Avelãs.

A povoação do Castro de Avelãs dista cerca de 3 quilómetros de Bragança e o mosteiro, ou o que resta dele, avista-se mesmo antes de lá chegar efectivamente.
Hoje, uma terrinha muito pequena, quase sem gente (ou não fosse o envelhecimento que se faz sentir no interior norte de Portugal); no passado terra de senhores de muito poder.
As primeiras notícias do local datam do ano de 27 d.C., referindo-se a uma população romanizada, onde a povoação era protegida por um castro militar.
Os achados arqueológicos foram inúmeros até hoje, e dizem as más-línguas (das quais eu faço parte) que o local ainda não foi investigado convenientemente, e poderá esconder muito mais história do que aquela que lhe é reconhecida.

As próximas palavras são do inigualável Abade de Baçal acerca do Mosteiro de S. Bento de Castro de Avelãs. Para quem não conhece este nome, tenho que referir, que é um nome sonante como personalidade em Trás-os-Montes. Historiador, arqueólogo e genealogista, legou-nos a mais completa obra de memórias arqueológicas do Distrito de Bragança, obra dividida em onze volumes e referida sempre, onde o tema da arqueologia local se possa mencionar.
Voltando ao tema, o Abade de Baçal refere-se nestes termos, quanto ao Mosteiro de Castro de Avelãs:
“Há ainda de notável em Castro de Avelãs a abside e absidíolos da antiga igreja românica, (…) em tijolo, obra do século XII, exemplar quiçá único em Portugal e raro mesmo no estrangeiro. (…) parte dele, está descoberto, exposto ao tempo, para documentação do nosso desleixo, senão incompetência”. (Dizia-nos isto o Abade de Baçal no ano de 1910, e só passados mais de 84 anos destas declarações se lhe deu uma mínima atenção, não suficiente, diga-se).
E continua: “… O que singulariza Castro de Avelãs, o que lhe dá destaque principal, é o emprego do tijolo como material construtivo (…) em semicírculo sobre si. (…) É incalculável o surpreendente efeito artístico que o génio soube tirar de tão simples alteração de materiais.”

Estas e outras palavras por ele descritas (deixo apenas algo muito de leve), deixam-nos a vontade de visitar este lugar e a noção de que no passado terá sido algo de imensamente grandioso e importante, parte de um vasto território governado pelos frades Beneditinos (com imenso poder na época), do qual faziam parte as terras que hoje ocupam os concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vinhais.

Quase a terminar deixo apenas uma nota que deixarei um próximo post, sobre a curiosa Lenda do Conde D’Ariães, cujo túmulo poderão ver nas seguintes fotografias ao lado do que resta do mosteiro, assim como duas estátuas á entrada, de dois leões, que outrora suportavam o túmulo do Conde, pois eram dois dos animais do seu castelo e indirectamente foram a causa da sua morte.

Até á próxima, deixo-vos com estas fotografias, disfrutem!!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Poesia à solta


Porque hoje me deu para reler um livro de poesia, aqui vai uma:


Vaidade

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...

E não sou nada!...


(Florbela Espanca)