segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Momento de tranquilidade
Uma passagem rápida para vos deixar um momento apenas.
Hoje logo de manhã estava eu a cumprir alguns afazeres na cidade, a pé, quando ao sair de um deles fui bafejada pela neve que caía.
Este ano já caiu algumas vezes na cidade, mas apenas por breves minutos, desaparecendo de seguida. Caiu para meu deleite até no dia de Natal durante uns 20 minutos apenas.
Neva nas serras em volta da cidade, mas aqui ainda não tivemos essa sorte.
Mas afinal que quero eu partilhar? É simples, a neve ás vezes cai com intensidade, outras com remoinhos ventosos...mas hoje dava gosto contemplá-la. Caía com tanta suavidade, com tanta calma, que só de olhar para ela se renovou a paz de espírito necessária para enfrentar o nosso dia-a-dia.
É com este pensamento reconfortante que vos quero desejar uma maravilhosa semana ;)
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Os Portugueses no Mundo
Hoje venho partilhar com vocês apenas uma curiosidade.
No outro dia, em conversa com uma amiga de uma nacionalidade diferente (país de leste), conversávamos sobre as diferenças culturas (adoro conhecer esses pormenores), quando me falou numa situação curiosa.
Todos nós na escola, estudámos os grandes feitos dos Portugueses no mundo, conhecidos pelos actos heróicos e descobridores de uma parte do globo terrestre. Houve até um certo momento da história em que os Portugueses e os Espanhóis, ambos países de descobrimentos, decidiram ser eles os donos do mundo e desenhar uma linha imaginária no mapa, dividindo-o a meio, metade para a Espanha, metade para Portugal.
Bem... e assim por diante nos relataram sempre a história de Portugal como se fosse a mais importante, numa história que afinal é do mundo, e não só de um País. E consoante estivermos num país diferente, essa mesma história, é relatada de um ponto de vista diferente.
Sabem como nós Portugueses, fomos/somos apresentados nesse país da minha amiga????
Nós somos simplesmente PIRATAS!! Isso mesmo, estão a ler bem...
Logo, quando ela andava na escola, a ideia que lhe transmitiram de nós foi essa mesma, de homens algo "abrutalhados" dentro de navios, saqueando tudo por onde passavam...AHHH! E não esquecer, de pala preta no olho eheheheh
Aliás foi mesmo isso que ela ainda criança perguntou ao tio que veio trabalhar para Portugal: "Tio, os portugueses andam mesmo todos com o olho tapado?", ao que o tio respondeu: "Claro que sim!"
E prontos....afinal eu ando de olho tapado e perna de pau :D...e tenham cuidado com os vossos pertences...posso saqueá-los um dia destes!! eheheh
Sem dúvida que é delicioso o partilhar de culturas diferentes, o perceber como é o pensamento do lado de lá...
:D
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Partidas da nossa Mente
Hoje deixo-vos uma frase da qual já não me lembrava e que registei aquando do meu curso sobre Saúde Mental:
"O pânico é um súbito abandono de nós próprios e a submissão ao nosso inimigo que é a nossa imaginação".
A pergunta impõe-se: porque estarei eu a falar neste assunto agora?
Poderia dar mil e uma razões para isso. No entanto, vou apenas referir que em muitos momentos da nossa vida nos deixamos apenas levar por partidas construídas na nossa mente e que não existem realmente.
Deixamos que a nossa vida seja comandada como se fossemos marionetas puxadas por cordelinhos que não existem realmente.
Se conseguirmos pensar nisto, de uma forma dura e crua...eu direi apenas RACIONAL, poderemos acabar com muitos dos nossos fantasmas...muitas das situações que podem não nos deixar viver o que deveríamos. E lembrem-se, pelo menos enquanto sei (ainda ninguém veio desmentir...) só vivemos uma vez.
Vale a pena pensar nisto ;)
(Não...não estou a passar por momento delicado nenhum :)...apenas aquela frase me inspirou a escrever algo sobre o assunto. Pode ser que eventualmente possa ajudar alguém a ver mais além.)
Sejam felizes!!! :D
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Mosteiro de Tibães - Parte 1
Há locais que nos inspiram… que nos tocam a alma e nos fazem sentir tudo que existe de mais puro dentro de nós….
Podem até nem ser rebuscados ou demasiado ofuscantes, não precisam de o ser; contudo, tocam-nos e conseguem marcar-nos profundamente.
Um desses locais, foi sem margem de dúvidas o Mosteiro de Tibães, perto de Braga.
Descreve-lo torna-se algo complicado, visto a miríade de sensações que ele me provocou.
Desde logo a chegada ao grande largo em frente da majestosa igreja, com enormes pedras a formar o piso irregular… a entrada numa época que já não é a minha e que “espicaça” a curiosidade e a imaginação.
A entrada nos claustros (cujo nome tinha algo a ver com cemitério… cemitério? Mas pq?) arrancou-me, a mim e a quem ia comigo, uns quantos “Ah’s” de admiração. Já vi claustros muito mais elaborados e ricos, esteticamente este seria bem mais simples, todavia, conseguiu tocar-me mais que muitos. Só uns minutos a seguir á nossa entrada lá, e pelo recurso ao áudio-guia que nos foi entregue na recepção, é que percebi o nome do claustro, e olhando para o chão nos demos conta de estar a caminhar em cima de dezenas de túmulos que ocupavam todo o claustro.
De seguida, a Igreja. Impressionante… com toda aquela talha dourada; portas que são enormes quadros; o chão cheio de túmulos, desta vez em madeira (material que predomina no Mosteiro, principalmente nos tectos). Quando lá entrámos, foi como se fôssemos participar numa eucaristia dos monges residentes, pois a música (ao estilo de canto gregoriano) ecoava por toda a nave, vinda directamente do coro alto, ao lado do enorme órgão que se via no patamar de cima.
Uma das boas sensações ao visitar este local é a liberdade em explorá-lo ao nosso ritmo e á nossa vontade….Sem ninguém no encalço.
Lá subimos nós ao coro alto, e mais uma vez se nos soltaram “Ah’s” de puro deleite ao visualizar todo aquele espaço onde outrora monges se reuniam para cantar e rezar.
Aliás como se pode ver nas fotografias, ao centro ainda se encontra um dos impressionantes livros de cânticos, devidamente manuscrito em pele de animal.
(Eu quero um daqueles na minha biblioteca *.* eheheh)
Os bancos onde se sentavam tinham uma peculiaridade curiosa: ornamentados cada um com uma figura animalesca, tinham por cima desta um pequeno apoio que servia para que em orações mais longas e que fosse necessário estar em pé, os monges apoiassem discretamente lá o “rabiosque”, e assim não se cansariam tanto.
E ainda vamos no início da visita….Curiosos?
Vão ter de esperar pelo próximo post :D
Disfrutem :D
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Desejo Natalício
E eis que 2013 trouxe o meu desejo de Natal mais acalentado.
Podia ser um trabalho, uma casa, um Ferrari eheheh...mas eu apenas gostava que nevasse no dia de Natal, pois já que estou em terra propícia, não era pedir muito...
E...puff...aconteceu :D - 25-12-2013
Na cidade não pegou, pois estava tudo molhado da chuva, portanto não pude "brincar" na neve como tanto gosto tipo criança, nem sequer a pisei.
Mas no momento em que caía (derretendo logo de seguida), saí para a rua deixando-me tocar e gelar por ela...
Foram breves minutos, não ficou nada branco (isto na cidade, pois os montes em redor ficaram branquinhos); mas senti a alegria de por uma vez, o meu desejo de Natal de há tantos anos, foi realizado finalmente :D
Boas Festas!(sim, ainda vou a tempo de as desejar aos meus leitores favoritos :D )
E um Feliz Ano Novo, com tudo do melhor para todos vocês!!
Bjs,
Nefertiti
(as seguintes fotos são do ano passado perto da cidade...e uma delas mesmo na cidade)
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Tradições
Hoje queria partilhar convosco uma tradição bastante antiga que continua a executar-se nos meios mais pequenos (aldeias) deste interior de Portugal, a qual desde pequena me habituei a ver e participar.
No dia de todos os Santos (1 de Novembro), depois de almoçar, homens vão pelo campo “roubar” lenha em grande quantidade, juntando-a no habitual largo de festividades da aldeia.
Por volta das 18/19 horas acende-se então a enorme fogueira e algumas pessoas (homens) vão estando presentes, sempre a “tratar” dela.
Depois de jantar, as pessoas saem das suas casas e vão-se juntando na rua, á volta da fogueira em franco convívio e animação, partilhando histórias ou comentando como estão familiares, vizinhos e amigos (para quem pensar em corte e costura…ás vezes também pode ser eheheh).
A este juntar á volta da fogueira, sempre ouvi chamar “velar as almas”, e por isso se costumava também rezar pelas almas, pois aliás no dia seguinte se celebra o dia dos “fiéis defuntos”.
Também é tradicional que durante o serão, se cozam castanhas, que foram “roubadas” durante a tarde pela malta nova nas terras que encontraram pelo caminho que percorreram; e, se prove o vinho da nova colheita.
Logo, desta forma se juntam: o convívio, a espiritualidade e os petiscos e bebidas da época: castanhas e vinho, ambos frutos de um ano de trabalho da terra.
Normalmente fica-se nesta fogueira até por volta das 24 horas (dependendo da persistência das pessoas presentes), mesmo que a noite obrigue a um agasalho mais incorporado, ou o nariz esteja prestes a congelar (risos), pois isto também se atenua com o calor que emana da fogueira que aquece vivos e “mortos” (espiritualmente falando).
Hoje em dia esta tradição (pelo menos no lugar onde a conheço) perdeu adeptos, já não se junta tanta gente como antes, as castanhas e a lenha não se roubam, e a gente que se junta já não faz as habituais rezas. Se nos meus parcos 28 anos a tradição alterou de tão grande modo, imagino como a verão hoje as gerações anteriores…
Este ano senti esta tradição com maior intensidade, não sei bem porquê… Estive pouco tempo nesta fogueira, contudo a intensidade com que senti toda esta época (dos santos – que nestes meios mais pequenos é muito vivida), foi talvez maior que nos outros anos…
(…)
Deixo-vos com imagens de duas das muitas fogueiras a que assisti/que vivi ao longo dos anos.
Local: Onde a memória não deixa perder as nossas raízes…
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Fim-De-Semana
Hoje apetece-me partilhar convosco o meu fim-de-semana.
Não que tenha sido muito especial, mas teve coisas boas e foi bem passado, e apetece-me...está dito eheheh :D
As fotos que vão ver a seguir têm a ver com ele.
Teve de tudo um pouco:
- O inicio de um puzzle...lindo por sinal, que já tinha comprado há muito tempo, só não o tinha iniciado...está-me a dar muito gosto fazê-lo (tive também ajuda nesta primeira fase...também entusiasmei mais gente);
- Fazer aguardente...já muitos anos que não a via fazer ;P potente...ehehehhe;
- Um céu de fim de tarde fabuloso...pena que só tinha o telemóvel á mão...;
- Um gato que mais parece o Garfield de tão "paxorrento" que é :D ;
- O emprego de Outono para muitas pessoas nesta zona: a apanha da castanha...que dá umas "balentes" dores de pernas...mas também dá €'s imediatos; digamos que mal se vem do campo se vendem no instante (lucro directo);
- E ainda a fotografia de um forno abandonado....que fez parte do meu crescimento...que encerra em si muitas e boas recordações...e que por motivos alheios a mim, irá desaparecer dentro em breve....
Bem, com estas imagens e vivências vos quero deixar hoje...partilhando mais um bocadinho de mim com vocês.
Local: Algures no interior da minha alma
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