quarta-feira, 17 de junho de 2015
E porque hoje me toca o desânimo....
Partilho com vocês um texto que li hoje, sem muito a dizer, o texto é explícito que baste e identifico-me com cada letra.
De todas as formas, nunca deixemos de lutar, mostremos a nossa raça a esta sociedade que nos "oprime", mesmo que seja em silêncio (em "off"), mas conquistando pequenas coisas no nosso dia-a-dia.
Pode ser que alguma luz apareça qualquer dia....
Passo a transcrever:
Texto de Andreia Fonseca • 12/06/2015
"Eu faço parte de uma curiosa geração. Com 25 anos, cresci com a lengalenga de que um curso era uma garantia de sucesso. Mas esta geração foi enganada. O canudo não é garantia, quanto muito, é um investimento a longo-prazo que, quem sabe, um dia venha a gerar lucro. Iludida, esta geração partiu aos 18 anos de malas feitas para a universidade, numa heróica busca por um futuro promissor. Mas, no meu caso e em tantos outros (atrevo-me a dizer milhares), o tiro saiu pela culatra.
O curso foi concluído com esforço, investimento (a todos os níveis) e média de 18 valores — com direito a lágrimas de orgulho na defesa da tese de mestrado. E depois do pico de felicidade, veio a realidade… O regresso a casa, com as mesmas malas, que carregadas de sonhos heróicos partiram, mas que voltavam com receios, dúvidas e dificuldades antecipadas.
As malas estavam certas! Os dias passavam, os currículos eram impressos, entregues e, com muita certeza, ignorados a velocidades vertiginosas. “Muda o currículo”, “oculta o teu mestrado”, “tens de aceitar que isto está difícil e terás de te sujeitar a qualquer coisa”, diziam as vozes sábias que me rodeavam, e que a cada palavra “queimavam” os meus sonhos, transformando-os em meras cinzas.
A sugestão de mudar o currículo é compreensível, temos de inovar e actualizar as nossas competências — embora isso exija, grande parte das vezes, um investimento insustentável para quem nada tem. Agora, ocultar a minha formação, como se fosse motivo de vergonha? Algo para o qual dediquei praticamente toda a minha vida? Sim, porque 17 anos de estudo em 25 de idade é algo substancial. E, depois, aquele argumento de que nos temos de “sujeitar” a qualquer coisa é quase referir o termo “escravatura” sem o mencionar.
E esta tem sido a minha vida, o envio de currículos, intercalado com algumas entrevistas, nas quais os entrevistadores pouco estão interessados no que temos para dizer e, claro, (a cereja no topo do bolo de lamentações) as formações do IEFP — aquelas formações para as quais somos “convidados”, com a certeza de que a nossa inscrição é cancelada por 90 dias se as rejeitarmos. A parte boa é que que nestas formações tenho a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas, extremamente competentes, que passam pelo mesmo que eu: são desperdiçadas. Estas formações têm muito que se lhe diga… Colocam 30 pessoas numa sala, nem sempre com as melhores condições, e fazem com que estas desapareçam das estatísticas de desemprego. Sim, porque agora somos formandos — estatuto de luxo, considerando que ganhamos 1.13 euros por hora de formação.
Todo este frenesim, que é a minha vida de desempregada diplomada, termina na mesa de refeição. Aquele momento em que me sento, vejo o ar de cansaço na cara dos meus pais (aquele ar de quem tem de contar os cêntimos para sobreviver) e percebo que continuo a depender deles para comer um simples pão.
E no desenrolar deste “simples” pensamento, percebo que nem sequer me atrevo a pensar em vir a ter a minha própria casa, o meu próprio carro (ou outro veículo com rodas), ou a comprar a minha própria comida. E é esta geração, que agora ainda é apelidada de “jovens adultos” que um dia será o núcleo da nossa população activa. Uma geração que nem se permite a sonhar, porque os sonhos custam muito… Custam o preço da desilusão, a nossa e a de quem nos ama. E como o “sonho comanda a vida”, eu nem me atrevo a referir que vivo: sobrevivo, à custa dos sacrifícios dos meus pais, aqueles que em tempos choraram de orgulho quando conquistei o maldito canudo!"
E é isto.......
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Planeta
Absolutamente triste e magoada com o destino que o Homem está a dar ao planeta que lhe foi "dado" para viver... deixo apenas uma frase e um link que li hoje:
“Só quando a última árvore tiver sido derrubada, o último rio tiver sido envenenado, o último peixe capturado é que vocês entenderão que não se pode comer o dinheiro”.
http://www.muitofixe.pt/27-imagens-provam-estamos-mesmo-em-perigo-24-e-chocante/
Toda a gente gosta de ter uma casa bonita e limpa, mas toda a gente se esquece que o planeta é a nossa maior casa e está sujo, mal-tratado, explorado ao limite.... vamo-nos lembrar disso quando for tarde demais, mas aí podemos esquecer que alguma vez fomos tratados como os Seres Inteligentes, Superiores e Racionais, porque no fundo não somos absolutamente NADA!!!
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Boa semana!
Hoje acordei com esta mensagem a abrir o dia. Tocou-me e como é uma forma doce de começar a semana, aqui a partilho com vocês:
Quando há anos atrás, falei de AMOR contigo,
as tuas mãos tocaram nas minhas,
e os teus olhos nos meus.
Na linha da vida foi nesse momento de ternura que a nossa história começou.
Dois corações no mesmo som e tom.
Tenham uma excelente semana e espalhem amor por aí ;) !!!
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Namorar com Fair Play
É com um orgulho gigante, mas daqueles que só fazem bem à alma, que vos afirmo que ter participado como coordenadora de um programa nacional como o "Namorar com Fair Play", foi um verdadeiro desafio a mim, mas uma enorme satisfação também.
A Acção de Voluntariado "Namorar com Fair Play" é um projecto de prevenção da violência no namoro. Esta acção decorre nas cinco regiões do país: Norte, Centro, Alentejo, Lisboa e Algarve.
Os objectivos deste programa são:
- Prevenir a vitimização de jovens e a violência com base nas desigualdades de género;
- Combater a violência no namoro que afecta os elementos mais permeáveis da nossa sociedade;
- Sensibilizar jovens para as questões da Igualdade de Género;
- Eliminar estereótipos de género promovendo uma cultura de não-violência e cidadania participativa.
Nestes moldes, foi com receio que iniciei o programa em Dezembro com a formação transmitida pela U.M.A.R. (União de Mulheres Alternativa e Resposta), indo depois para o terreno (Escolas Secundárias e Profissionais), onde desenvolvi juntamente com mais duas colegas o programa que acabou por se tornar um sucesso, estando este na origem do meu orgulho que referia inicialmente.
Mais um desafio proposto e superado, o que me deixa muito feliz!
Os trabalhos das turmas deixaram-me alegremente surpreendida, ultrapassando os objectivos propostos: desde uma composição musical, um teatro, entre vários vídeos sobre a temática e uma exposição de trabalhos, eles esmeraram-se :)
E na sessão final, onde perante toda uma plateia se apresentaram os distintos trabalhos, tenho que ressalvar todo o respeito que as turmas demonstraram perante os trabalhos dos colegas, que em idades entre os 14 e os 17, às vezes não é fácil.
É com muita satisfação que partilho aqui apenas uma ínfima parte de tudo aquilo que fizemos.
Ah! Não se esqueçam de Namorar sempre com muitoooooo Fair Play, independentemente da idade ;)
domingo, 24 de maio de 2015
Poesia
Esta noite, apenas um poema que um dia me foi dirigido:
Sentimento
Ainda sinto o teu perfume
Aquele que me faz
No alto do cume,
Ter muita paz.
Imagino a tua beleza,
Imagino o teu coração,
Até na natureza
És uma atenção.
E a coisa mais divina
Que há no mundo é
Viver cada segundo
Como nunca mais...
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Metaleiros(as)
Hoje quero partilhar com vocês o que li numa página sobre o tema em título: Metaleiros.
Devo confessar que sem dúvida é o estilo musical que mais mexe comigo (mais me define), mas que oiço de tudo um pouco.
O facto é que nunca me considerei uma verdadeira metaleira, ou seja, não tenho os ingredientes todos, penso eu, apesar de o ser com a alma, se quisermos levar isto a algo transcendental.
Deparei com um site que se intitulava: Como saber se você é Metaleiro(a) em 10 passos (como se as coisas fossem definidas tão linearmente eheheh). Em todo o caso, a curiosidade aguçou-me e lá fui eu ler e saber se tenho algo a ver com o estilo, além das minhas escolhas musicais.
Chegado a este momento é altura de dizer que muito provavelmente terei mais a ver do que pensava e achei alguns pormenores interessantes ;)
O que a seguir vão ler, não faz parte da minha opinião, é somente o que li no site. Divirtam-se a ler, eu achei giro.
Passo a transcrever:
1. Certifique-se de ouvir metal diariamente. Ouvir algumas músicas de metal na casa de um amigo ou em um jogo não faz de você um metaleiro.
2. Certifique-se de saber os factos. Saiba informações gerais sobre bandas como Motorhead, Metallica, Pantera, Death, Iron Maiden, Children of Bodom, Blind Guardian, Alestorm, Brainstorm, In Flames, Helloween, Primordial e qualquer outra banda que você goste. Além disso, opiniões não são factos. Afirmações como "Slipknot é um lixo!!" ou "Metallica é a única banda boa de metal" são apenas pessoas falando. Se elas só gostam de uma banda, não gostam de metal; é apenas uma banda, então não podem se qualificar como metaleiros, e portanto são somente "fãs de banda". Mas há uma excepção a essa regra. Se uma pessoa gosta de Metallica e só ouviu isso, ela pode ser considerada metaleira, mas uma metaleira adolescente, pelo menos.
3. Ser metaleiro não significa que você rejeita outros estilos de música. Um metaleiro (assim como todo mundo) deve ter a mente aberta e ser razoável. Metal em geral pode ser considerado como boa música, mas nem toda boa música é metal. Se você achar que metal é o único estilo de música, você tem a mente fechada.
4. Tenha amigos metaleiros. Se você não tiver amigos metaleiros, você saberá.
5. Não seja um babaca. Claro que o metal é agressivo, mas isso não significa que você tenha que ser um babaca. Mas no espírito do metal, defenda a si mesmo, à sua música, e seus amigos.
6. Conheça algumas bandas de cada subgénero do metal. Alguns maiores subgéneros do metal são Thrash metal, Death metal, Black metal, Power metal, Metalcore e Speed metal.
7. Dizer ser um metaleiro não faz de você um. Você deve também perceber que o metal não tem quase nada a ver com moda, o que separa o metal dos outros géneros, mas uma camiseta da sua banda ou guitarrista preferidos é legal de vez em quando. As pessoas devem pensar no seu subgénero quando vêem você..
8. Metal é totalmente sobre ser você mesmo; não existem regras para seguir. Seja um metaleiro por amor à música, não pela fama ou atenção. Lembre-se: ser um metaleiro não significa basear todas as conversas sobre música. Tente ficar longe do assunto, a menos que seja perguntado.
9. Se você usar palhetas de pingente, ou outros acessórios relacionados com instrumentos, certifique-se de tocar esse instrumento. Não carregue palhetas por aí a menos que você realmente toque guitarra.
10. Agora, avalie-se por estas respostas a estes passos. Não existe uma definição definitiva para metaleiros, como algumas pessoas vão fazê-lo acreditar.
Avisos:
- Não tenha medo sobre quanto você for "metal", ou você será um poser tentando se encaixar.
- Não considere este artigo como sendo uma Bíblia do Metal. Como dito, metal é sobre ser você mesmo. Você deve ser o que pensa que o metal deve ser.
- Além disso, não afirme saber tudo sobre o metal. Pessoas diferentes sabem coisas diferentes, ninguém conhece cada banda metal do mundo.
Materiais necessários:
- Algum dinheiro e você compra alguns CD's, camisetas, jeans, etc.
- Um instrumento ou dois ou três, para que você possa aprender a tocar e eventualmente formar uma banda. Isso é opcional, obviamente (mas é recomendável).
quarta-feira, 13 de maio de 2015
A natureza tem destas coisas
E hoje passo rapidamente para deixar apenas umas poucas imagens do meu fim-de-semana.
Dizer-vos que o cheiro que emanava da paisagem que coloco de seguida, foi um dos melhores que já senti e quando regressava a casa, depois de um passeio na natureza, entre Portugal e Espanha, houve um amigo que nos quis vir dar um olá mesmo pertinho do carro.
Por vários momentos como estes é que eu adoro a natureza! Impagável!
Subscrever:
Mensagens (Atom)














